sexta-feira, 17 de outubro de 2008

HOSPITAL GARCIA DE ORTA UM CASO INEDITO...

Não há nada pior do que desperdiçar meios na saúde. O Hospital Garcia de Orta, em Almada, Portugal, deve ser um dos poucos no mundo que chama alguém de fora para acorrer às urgências lá dentro. Sempre que existe uma emergência na ala de psiquiatria, os enfermeiros preferem chamar o INEM a chamar os especialistas de Medicina Interna que estão no sétimo piso. A justificação? Lentidão.
Segundo o director clínico do hospital, da ala de Medicina Interna à Psiquiatria os médicos demoram cinco minutos – e o INEM é mais rápido. Até pode ser, mas não devia ser. De cada vez que um médico do INEM se mete no carro para fazer 50 metros das urgências até à ala de psiquiatria, há menos uma viatura disponível para acudir a uma emergência noutra ponta da cidade, onde não há médicos, equipamentos, enfermeiros, clinicas ou hospitais – nem no sétimo piso nem em lado nenhum à volta.
Implantar esta regra é grave, defendê-la e orgulhar-se dela – como faz o director clínico do Garcia de Orta – é pior: é um desperdício. E os desperdícios na área da saúde pagam-se caro.

‘Direcção do Semanário Sábado’

2 comentários:

Carlos Rebola disse...

Mas então os doentes da "ala de psiquiatria" estão entregues a si próprios, não há médicos por perto?

O que o João relata é escandaloso, um hospital recorre ao Instituto Nacional de Emergência Médica para emergências dentro do próprio hospital? Como é possível oferecerem aos portugueses serviços assim… como os melhores de sempre.

É assim que estão a melhorar o SNS? Não estão antes a destruí-lo?

Abraço
Carlos Rebola

João Massapina disse...

Caro Amigo
Carlos Rebola

Desde já grato pela visita ao post/noticia e comentário á mesma.

Esta noticia veio publicada na Comunicação Social, a nivel nacional, mas como sempre em local de pouco destaque.

Este é só um dos muitos exemplos, a que lamentavelmente a saúde em Portugal está a chegar.

Antes desta noticia, umas semanas antes, tinha vindo uma outra, dando conta de que em Vila Real de Santo António, ARS do Algarve, as ambulancias dos bombeiros locais, saiem do quartel para transferir doente que estão internados na Santa Casa da Misericordia, e necessitam de se deslocar ao Centro de Saúde que fica com as paredes coladas á mesma Santa Casa da Misericordia, portanto seria somente abrir ma porta e transferir o doente.

No minimo uma vergonha, e alguém anda a pagar por este desperdicio de verbas á toa!

Saudações