quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Protetor do câncer do fígado

Agência FAPESP – Um grupo formado por pesquisadores do Japão e dos Estados Unidos descobriu um mecanismo que atua na prevenção de problemas no fígado, como inflamações, fibrose ou câncer. O estudo será publicado em breve na edição impressa da revista Proceedings of the National Academy of Sciences.
O mecanismo se baseia em uma determinada proteína, denominada TAK1, que seria um “regulador mestre” da função hepática. “Compreender melhor o papel da TAK1 nas doenças do fígado e no câncer poderá nos ajudar a desenvolver novas estratégicas terapêuticas”, disse David Brenner, diretor da Escola de Medicina da Universidade da Califórnia em San Diego, um dos autores do trabalho.
A TAK1 é uma cínase (ou quinase), um tipo de enzima de sinalização envolvida em diversas atividades celulares, entre as quais o próprio crescimento das células.
A TAK1 ativa duas proteínas específicas, NF-kappaB e JNK. A primeira ajuda a proteger células do fígado do desenvolvimento do câncer e da morte celular. Por outro lado, a JNK promove os dois processos.
Até então, não se sabia se a TAK1 promovia ou ajudaria a evitar o desenvolvimento do câncer de fígado. Brenner e colegas desenvolveram um modelo em camundongos no qual as células do fígado não tinham o gene Tak1, responsável pela produção da proteína TAK1.
Nos experimentos seguintes, eles observaram uma alta taxa de morte de células do fígado em animais jovens que não tinham a proteína. Os fígados dos camundongos modificados entraram em pane, produzindo células demais e causando danos: inflamação, fibrose e, eventualmente, câncer.
“Nosso estudo é o primeiro a demonstrar o papel da TAK1 no desenvolvimento do câncer e indica fortemente que essa proteína também contribui para a manifestação de tumores em outros órgãos”, disse o japonês Ekihiro Seki, atualmente na Universidade da Califórnia na equipe de Brenner.
Outra conquista da pesquisa é o próprio modelo animal desenvolvido, que sustentou inflamação e fibrose, pontos importantes no desenvolvimento de câncer de fígado em humanos. O modelo, apontam, será útil para investigar se a fibrose influencia o câncer no fígado.
“Também podemos usar o modelo para testar se uma droga ou uma terapia potencial contra o câncer atua na fibrose, no câncer ou nos dois. O estudo abre um novo potencial terapêutico que tem como alvo o estudo da expressão da TAK1”, disse Seki.
O artigo Disruption of TAK1 in hepatocytes causes hepatic injury, inflammation, fibrosis, and carcinogenesis, de David Brenner e outros, poderá ser lido em breve em www.pnas.org.

Polónia - Anti-Gripal, Anti-biótico e Anti-Corrupção: Ministra da Saúde Ewa Kopacz

A antiga médica de família e actual Ministra da Saúde da Polónia, a Sra Ewa Kopacz, viu-se, no dia 5 de Novembro, confrontada com protestos da oposição a propósito da demora do governo em adquirir as vacinas necessárias para proteger a população contra a gripe A.
O recente surto da doença na vizinha Ucrânia levou o antigo Ministro da Saúde a pedir celeridade na aquisição das vacinas, mas encontrou pela frente uma forte resistência na figura da, mais prudente, actual detentora do cargo.
A polémica tornou-se no principal assunto do país e levou o programa televisivo Teraz My, do mais visto canal da Polónia, a TVN, a fazer um especial sobre toda esta questão. Entre outros factos menos conhecidos da maioria do público europeu, o programa abordou o incidente da Baxter e também a curiosidade de 2/3 dos fundos da Agência Médica Europeia, que apela à vacinação, virem da indústria farmacêutica.

http://www.youtube.com/watch?v=RhZesZe33cw

Sem mais comentários, da sessão parlamentar do dia 5 publicamos a transcrição da intervenção da Sra Kopacz -- a primeira política a adoptar publicamente uma posição de cautela face à aquisição de vacinas e à sua administração (ver vídeo acima):


"Gostaria de dizer que a minha prioridade durante os 20 anos em que pratiquei medicina foi: "Antes de tudo, não faças mal". E trouxe essa regra comigo para o Ministério da Saúde. Numa situação em que tivesse que receitar medicação a alguém, como acredito que qualquer outro médico faria, eu perguntava-me: daria eu isto à minha mãe? ou à minha criança?

"E esse exacto pensamento fez-me tomar a precaução de verificar duplamente a informação acerca de uma medicação que pode vir a ser recomendada a todos os polacos - a milhões de polacos que não têm a educação médica que um Ministro tem; e que um especialista - o professor Brydak - tem, um especialista que trabalha em gripes desde há 40 anos.

"Ele trabalha num dos 189 centros de pesquisa de gripe que existem no mundo, um deles na Polónia. Podemos hoje ser acusados de falta de conhecimento acerca da gripe? Pode uma pessoa questionar a opinião de um professor que trabalha com gripes desde há 40 anos, e não apenas em um tipo de gripe, e que publicou centenas de artigos sobre a matéria?

"Coloco apenas uma questão fundamental: queremos combater a pandemia da gripe?

"Hoje temos conhecimento acerca de cláusulas nos acordos que muitos outros governos de países ricos assinaram com os produtores de vacinas. [1]
Sabemos também o que foi proposto à Polónia.
Devido às negociações, que ainda decorrem, não posso dizer tudo hoje, mas posso dizer o seguinte: o nosso departamento jurídico encontrou pelo menos 20 pontos que levantam dúvidas no acordo.

"Qual é, então, o dever da Ministra da Saúde? Assinar acordos no melhor interesse do povo polaco, ou assinar acordos no melhor interesse das companhias farmacêuticas?

"Sei que hoje existem três vacinas disponíveis no mercado, de três produtores diferentes. Cada uma tem uma quantidade diferente de substância activa e, no entanto, elas são estranhamente tratadas da mesma maneira?

"Assim sendo, é legítimo que a Ministra da Saúde e os especialistas tenham dúvidas acerca dela.

"Talvez a que tem tal quantidade de substância activa seja a "água benta" que, supomos, talvez possa curar a gripe? É suposto pagarmos por isso?

"Temos o exemplo da Alemanha que comprou 50 milhões de doses e só 10% foram administradas até agora. 13% dos alemães querem tomar hoje esta "cura milagrosa".
Mas é peculiar porque os alemães têm uma grande percentagem de toma de vacinas, assim enquanto na Polónia por cada mil habitantes apenas 52 tomam a vacina da gripe sazonal (5,2%), na Alemanha há 238 pessoas em cada mil a fazer o mesmo (23%).
Então, porque é que apenas 13% dos alemães querem tomar a vacina da gripe A contra os 23% que tomam a da gripe sazonal?
O governo alemão comprou as vacinas e ofereceu-as e eles não as querem tomar? O que se passou?

"Podem estes factos fazer-nos ter segundos pensamentos sobre a compra destas vacinas, ou não? Segundos pensamentos sobre introduzir um medicamento que é meio secreto?

"Existem websites nos quais os produtores de vacinas têm a obrigação de publicar os, assim chamados, efeitos secundários indesejados pós-vacinação.
A vacinação na Europa começou a 1 de Outubro de 2009.
Convido-vos a visitarem qualquer um desses websites e a encontrarem um qualquer efeito secundário. A mais pequena coisa, apenas uma, nem que seja uma pequena alergia na pele. Isso pode acontecer até usando o mais seguro dos remédios.

"Não existe nenhum nesses websites. Um remédio "perfeito".

"E já que é tão miraculoso, então porque é que a companhia produtora não quer introduzir o seu produto no mercado livre e acarretar com a responsabilidade de fazê-lo? Porque não dizem, "Fantástico remédio, e seguro também, tomo responsabilidade por ele, coloco-o no mercado e é tudo claro e transparente", em vez de depositarem esse peso em nós - os compradores?

"Não temos resultados dos testes clínicos, não temos informação detalhada sobre os ingredientes ou os efeitos secundários. As vacinas estão agora na quarta fase de testes, testes muito curtos, e continuamos a não ter esta informação. Além disso a amostra tem sido muito pequena, um tipo de vacina foi testado em apenas 160 voluntários com idades entre os 20 e os 60 anos, todos saudáveis, nenhum infectado.
Outro tipo de vacina foi testado em 600 voluntários com idades entre os 18 e os 60 anos, todos saudáveis. Será isto o suficiente, especialmente para os médicos presentes nesta câmara? Não é o suficiente para mim.

"Quero ter a certeza suficiente para recomendar esta vacina. Não estamos fora de tempo no que respeita à vacina, durante as negociações queremos usar esse tempo para sabermos tudo o que pudermos acerca dela.
Se depois disso o comité para a pandemia aceitar a vacina então comprá-la-emos.

"Há, para além disso, mil milhões de pessoas por ano a contrair a gripe sazonal em todo o mundo, e um milhão dessas pessoas morre em consequência dessa gripe. E isto não é de há um ou dois anos, mas de há muito mais tempo.
Alguém em algum lado declarou uma pandemia por causa da gripe sazonal? E a gripe sazonal é muito mais perigosa do que a gripe A, chegando a provocar a morte e complicações severas.
E houve alguma declaração de pandemia?

"Aos que me pressionam para comprar a vacina, pergunto-vos: Porque não fizeram barulho no ano passado, há dois anos e em 2003? Em 2003 um milhão e duzentos mil polacos apanharam a gripe sazonal!
Alguém aqui nesta câmara gritou, "vamos comprar vacinas para toda a gente!"? Não me recordo de tal coisa.

"Finalmente gostava de dizer apenas mais uma coisa: A nação polaca é muito perspicaz, os polacos sabem distinguir uma verdade de uma mentira com precisão. E também sabem dizer o que é uma situação objectiva e o que é apenas um jogo."

---
Esta trancrição foi traduzida do inglês e posteriormente revista a partir do original, em polaco - cortesia do padre Ricardo, a quem deixamos o nosso agradecimento.

Notas:
[1] Em referência aos acordos estabelecidos por alguns governos europeus, e também pelo governo americano, que ilibam os produtores de vacinas de quaisquer responsabilidades por quaisquer efeitos secundários adversos que possam vir a surgir na população em consequência da sua toma.

Fonte: http://gripeh1n1.ning.com/profiles/blogs/polonia-antigripal

A limpeza é muito mais útil do que a Banca

As empregadas de limpeza dos hospitais são muito mais úteis à sociedade do que, por exemplo, os banqueiros ou gestores, e por isso deveriam ter salários equiparados aos benefícios que trazem, afirma um estudo elaborado pela New Economics Foundation no Reino Unido.
As funcionárias de limpeza criam uma riqueza de 11 euros por cada euro que ganham, ao passo que os banqueiros destroem 7,7 euros por cada euro que ganham.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Novo método ajuda a diagnosticar depressão pós-parto

Um novo método, desenvolvido por pesquisadores espanhóis, promete identificar precocemente até 80% dos casos de depressão pós-parto, aumentando as chances de sucesso do tratamento e diminuindo o impacto do distúrbio na mulher e em toda a família.
O diagnóstico precoce deste tipo de depressão é essencial não só para evitar um quadro mais sério do distúrbio, mas também para evitar que mulheres no grupo de risco desenvolvam a depressão pós-parto - explica o médico Salvador Tortajada, coordenador do estudo que está disponível na revista "Methods of Information in Medicine".

Os pesquisadores avaliaram o histórico de 1,397 mulheres que tiveram filhos entre dezembro de 2003 e outubro de 2004 em sete hospitais da Espanha. Com base nos dados, criaram um modelo de avaliação que ajuda a prever, com 80% de acerto, que mães estão mais vulneráveis à depressão nas quatro primeiras semanas após o parto.

Segundo Tortajada, o teste mede a intensidade de fatores de risco como a falta de um grupo de apoio, o histórico de problemas psiquiátricos na família, a quantidade e a intensidade das oscilações emocionais durante a gravidez, uma tendência a comportamentos neuróticos e variações na taxa de serotonina. Outros fatores já conhecidos que podem aumentar as chances da depressão são os problemas financeiros, desemprego na família, parto prematuro, parto difícil, ter perdido a própria mãe e já ter tido um ou mais episódios depressivos na vida.

Já fatores de proteção incluem a idade com que a mulher teve o primeiro filho e se a mulher continuou trabalhando até o fim da gravidez, pois quanto mais velha a mulher, menor o risco de depressão e o trabalho parece ter efeito protetor contra a depressão. A avaliação deve ser feita pelo obstetra, durante a gravidez, para identificar a chance do distúrbio e indicar o tratamento adequado.

Atualmente, vários testes ajudam a identificar quais mulheres correm mais risco de ter a depressão pós-parto. Os testes são importantes, já que até 80% das novas mães sofrem algum tipo de tristeza após o nascimento do bebê, também conhecida como tristeza materna ou baby blues, cujos sintomas mais comuns são tristeza constante, dificuldade para dormir, ansiedade e irritabilidade, sensação de exaustão, sensação de culpa, falta de vontade de sair de casa e socializar-se, ansiedade excessiva por causa do bebê e sensação de não reconhecer o próprio filho.

Fonte: O Globo

Negros podem ter tipo mais agressivo de câncer de pele

O câncer de pele é o câncer de maior incidência no Brasil, segundo estatísticas do Instituto Nacional do Câncer (Inca). O seu tipo mais grave, o melanoma, mata milhares de pessoas por ano. Trata-se do tipo de câncer mais comum no homem e é o terceiro na mulher.
E, atualmente, um falso mito sobre a doença vem sendo derrubado. Segundo a dermatologista Daniela Schmidt Pimentel, embora com uma incidência muito menor, ao contrário do que muitos imaginam, o câncer de pele também se manifesta em pessoas da raça negra, que costumam apresentar com maior frequência do que os brancos um tipo mais agressivo de câncer, chamado melanoma acral, que acomete as extremidades do corpo como mãos e pés.

O maior problema nos melanomas, de acordo com a Dra. Daniela é a falta do diagnóstico precoce, uma vez que nem sempre o tratamento radio, quimio ou imunoterápico são efetivos. O diagnóstico precoce por meio da dermatoscopia e o mapeamento corporal das lesões pigmentadas, além da cirurgia feita de modo correto e precoce ainda são as melhores armas contra a doença.

sábado, 12 de dezembro de 2009

Epidemia de “globesidade”

Agência FAPESP – Estima-se que um quinto da população mundial esteja com excesso de peso. Entre esses, há 300 milhões que são considerados obesos. Pior: esses números têm aumentado nas últimas décadas.
Essas informações abriram a palestra “Atualização da epidemia global de obesidade”, proferida pela professora Mary Schmidl, do Departamento de Nutrição e Ciência dos Alimentos da Universidade de Minnesota, nos Estados Unidos. A apresentação fez parte da programação do 8º Simpósio Latino-Americano de Ciências de Alimentos, realizado no mês passado na Universidade Estadual de Campinas.
A pesquisadora levantou eventuais motivos para explicar o crescimento da epidemia em todo o mundo e quem seriam os responsáveis. “Inicialmente considerada um mal de países desenvolvidos, hoje a obesidade tem sido encontrada também nas nações em desenvolvimento, paradoxalmente ao lado da subnutrição”, disse.
“É uma doença que está em todas as faixas etárias, grupos éticos e classes sociais. Ela também atinge tanto homens como mulheres. Essa espécie de onipresença motivou a criação do termo ‘globesidade’ (globesity, em inglês)”, contou.
Segundo Mary não há um vilão único para a epidemia. A escalada da obesidade teria muitos responsáveis, como a indústria alimentícia, políticas públicas, escolas, restaurantes, comunidades, pais e os próprios indivíduos.
A pesquisadora apontou exemplos. A indústria e os comerciantes de alimentos estariam habituando os consumidores a porções cada vez maiores. Garrafas de refrigerante, hambúrgueres, pacotes de salgadinhos, caixas de cereais, entre outros produtos industrializados, têm aumentado de tamanho nos Estados Unidos desde a década de 1970.
O mesmo ocorreu com os restaurantes. “A porção recomendada de batatas fritas por pessoa é de cerca de seis unidades (palito) por dia e a porção que estamos servindo é essa”, disse ao apontar a foto de um prato com cerca de 500 gramas de fritas, comum nos restaurantes norte-americanos.
Os países em desenvolvimento, como o Brasil, não ficam de fora. Segundo a professora da Universidade de Minnesota, os países emergentes representam os mercados mais promissores para as indústrias de refrigerantes, por exemplo, cujas vendas se encontram estabilizadas nos países mais ricos.
Os governos também têm a sua parte de culpa. As políticas públicas teriam muito ainda a avançar. Uma ideia é sobretaxar alimentos menos saudáveis e estimular o consumo de vegetais. “Se o governo estipulasse um imposto de US$ 0,01 para cada onça (28,3 gramas) de refrigerante vendido, só na cidade de Nova York seriam arrecadados US$ 1,2 bilhão por ano”, disse.
A pesquisadora também coloca parte da responsabilidade nos próprios consumidores. Segundo ela, cada um teria que ter um compromisso com a sua saúde, não só procurando melhorar a qualidade e adequar a quantidade dos alimentos consumidos como também criar hábitos de fazer exercícios físicos.
“Precisamos dar cerca de 10 mil passos por dia. Parece muito, mas não é”, disse. Pelos mesmos motivos, as comunidades também são culpadas pelo sobrepeso de seus integrantes. Bairros, clubes, igrejas e outras associações deveriam estimular a prática de exercícios físicos de modo a auxiliar na criação de uma cultura saudável.
Os resultados das pesquisas feitas pela cientista também sugerem outras soluções, como fazer campanhas focadas nas crianças, que têm alto grau de influência sobre os pais.
Mary também propõe a rotulagem de alimentos explicitando a sua caloria e composição nutricional (o que já ocorre no Brasil) e a proibição das máquinas automáticas de guloseimas, que são mais comuns nos Estados Unidos. Para ela, essas máquinas deveriam vender somente água mineral, um produto cujo consumo, segundo ela, deveria ser mais incentivado de maneira geral.


Por Fábio Reynol

Câncer é mais comum em homens por causa do estilo de vida

Mais homens que mulheres fumam. Eles também exageram com mais frequência no consumo de álcool.
Médicos fazem um alerta: o estilo de vida pode ser o responsável pela maior incidência de câncer nos homens do que nas mulheres. O resultado está em uma pesquisa feita aqui no Brasil.

Segundo a pesquisa, a genética tem pouca influência. O determinante mesmo é o estilo de vida. Os homens se expõem mais a riscos para a saúde. E quando ficam doentes, demoram para procurar um médico.

O agricultor Amauri dos Santos, de 64 anos, nunca tinha entrado em um consultório médico. A primeira vez que precisou passar por uma consulta, recebeu um diagnóstico preocupante: câncer. “Eu vou tratar, se Deus quiser dá jeito”, diz Amauri.

Uma pesquisa do Inca, o Instituto Nacional do Câncer, mostra que os homens têm 77% mais risco de desenvolver um câncer do que as mulheres. No estudo, pesquisadores não conseguiram identificar nenhum aspecto biológico para essa diferença. Os médicos suspeitam, então, que a maior incidência de câncer no sexo masculino se deve ao estilo de vida, os homens se cuidam menos e se expõem mais aos fatores de risco.

Segundo a pesquisa, o número de homens que fumam é quase três vezes maiores que o de mulheres. Eles também exageram com mais frequência no consumo de bebidas alcoólicas e nas porções de carnes vermelhas e alimentos gordurosos. Pior, dão menos importância às orientações médicas, inclusive, a de fazer exame de sangue e de toque retal a partir dos 45 anos para prevenir o câncer de próstata.

“É ignorante, nós homens somos meio ignorantes para isso”, reconhece o agricultor Luís Carlos de Assis.

Na luta contra o preconceito, equipes do Hospital de Câncer de Barretos rodam o país. Setenta por cento dos pacientes com câncer de próstata diagnosticados fora do hospital nunca tinham procurado um médico antes.

“Quando o paciente, que foi fazer o exame de sangue, que foi fazer o toque, chega para nós com o tumor pequeno, ou seja, no estágio inicial, para nós é muito melhor e para o paciente também. Nós conseguimos oferecer a ele, inclusive, chance de cura”, justifica o médico urologista Elinei Faria.

O exame de seu Luís Carlos detectou um tumor inicial. As chances de tratamento são animadoras: “Noventa e cinco por cento de possibilidade de um sucesso absoluto pelo tratamento. Isso é ótimo, é excelente”, conclui o agricultor.

Os médicos ainda consideram o exame de toque a principal maneira de detectar precocemente o câncer de próstata. Alguns homens preferem fazer o exame de sangue, mas ele não é tão preciso.
Mas, como admitem os próprios pacientes o preconceito ainda é grande. A incidência da doença é maior no Sul e Sudeste, o câncer tem relação com o estresse.

FUMANTE PASSIVO - O QUE É???

O fumante passivo é o indivíduo que não fuma, mas está exposto à fumaça de cigarros de parentes, amigos ou colegas de trabalho. O cigarro é o maior poluidor ambiental doméstico, segundo a Organização Mundial da Saúde. Como as pessoas passam 80% de seu tempo em locais fechados no trabalho, nas residências ou em locais de lazer há grande risco de exposição excessiva a esta fumaça.
Os efeitos nocivos de fumar ativamentesão conhecidos há muitas décadas. Atualmente se reconhece que os não fumantes têm muitas das doenças que os fumantes costumam apresentar, justamente por estarem expostos à fumaça do cigarro.
QUEM SÃO FUMANTES PASSIVOS?
As pessoas com maior risco de sofrerem as conseqüências do fumo passsivo são aquelas que moram com fumantes ou as que trabalham em ambientes em que é permitido fumar. O local de trabalho é a principal fonte de exposição à fumaça do cigarropara profissionais que não moram com fumantes, principalmente os que trabalham em restaurantes, bares, bingos, cassinos.
Estima-se que aproximadamente 700 milhões de crianças, ou seja, quase a metade das crianças de todo o mundo são fumantes passivas, principalmente devido ao hábito de fumar de seus pais.
CONSTITUINTES DA FUMAÇA DO CIGARRO
Na queima de um cigarro são liberadas mais de 4000 substâncias na forma de gases e partículas. Algumas têm propriedades irritativas e mais de 60 são conhecidas como carcinogênicas (que podem provocar câncer) em humanos e animais. Os componentes gasosos da fumaça são o monóxido de carbono (principal constituinte), o dióxido de carbono, a amônia, o formaldeído, a acroleína, a dimetilnitrosamina e o hidróxido de cianeto. A porção particulada da fumaça é constituída de nicotina, alcatrão, benzeno e benzopireno.
O fumante passivo fica exposto à fumaça do cigarro que é exalada pelo fumante e à fumaça da queima final do cigarro. A fumaça, exalada pelo fumante, é mais concentrada, contém maior umidade e mais substâncias voláteis, porém é menos tóxica do que a fumaça exalada do cigarro, produzida pela sua queima entre as tragadas ou quando este é abandonado ainda aceso, possui maior quantidade de compostos tóxicos como por exemplo, N-nitrosaminas, benzopirenos, monóxido de carbono, nicotina e metais pesados.
A quantidade de substâncias tóxicas absorvidas pelo fumante passivo depende da:
• duração da exposição;
• quantidade e qualidade de ventilação do ambiente;
• número de cigarros e de fumantes no local;
• qualidade do filtro de alcatrão do cigarro.


Causas do cigarro no fumante ativo e passivo
Recentemente uma pesquisa mostrou que a pessoa fumante passiva, ou seja, aquela que inala a fumaça causada por uma pessoa ativa, tem mais risco de sofrer doenças respiratórias, pulmonares, do que de fato o próprio fumante ativo.
Exames e pesquisas mostraram que o fumante passivo possui 30% de chances de ter algum tipo de doença causada pelo cigarro, já o ativo tem chances menores que são de10%. Bom você acredite ou não é verdade, onde quem infelizmente não fuma é obrigado a conviver ou dividir os mesmo espaços com pessoas fumantes, que além de autodestruírem sua saúde também causam riscos a terceiros. Mas em São Paulo o uso de cigarro em lugares coletivos, vias públicas, enfim foi estipulado como lei estadual, onde o criador da lei e Governador do estado José Serra em conjunto com câmera sancionaram essa lei, que visa diminuir o número de fumantes em lugares inapropriados e assim fazendo um bem para a saúde de quem não quer nem saber de cigarro.
Ser fumante passivo é inalar a fumaça do cigarro, cachimbo, charuto ou cigarrilha, apenas pelo simples ato de respirar; é poluir-se com a fumaça produzida pelo outro e jogada num ambiente partilhado por todos. Usa-se também o termo fumante involuntário ou fumante de segunda mão, com o mesmo significado. Entretanto, ser fumante passivo é, basicamente, ser uma pessoa com extrema dificuldade de expressar a sua vontade, de defender os seus direitos.
O próprio fumante ativo também é um fumante passivo quando está num ambiente fechado, ou seja, ele aspira involuntariamente a fumaça que acabou de expelir e aquela da ponta do seu próprio cigarro que queima. Esta fumaça chama-se poluição ambiental. Portanto, o fumante ativo deveria ser o primeiro a optar por fumar apenas ao ar livre.
As substâncias inaladas pelo fumante passivo permanecem em seu sangue por 48 horas.

Exercícios e câncer de próstata

Agência FAPESP – Apenas 15 minutos diários de exercícios físicos foram suficientes para reduzir a taxa de mortalidade em pacientes com câncer de próstata, aponta estudo apresentado em conferência da Associação de Fronteiras de Pesquisa em Câncer nos Estados Unidos, que decorreu em Houston.
“Identificamos benefícios com níveis de atividade facilmente atingíveis. Os resultados sugerem que homens com câncer de próstata deveriam fazer alguma atividade física para sua saúde”, disse Stacey Kenfield, da Escola de Saúde Pública Harvard, autora principal do estudo.
Os pesquisadores avaliaram os níveis de atividade física de 2.686 pacientes, tanto antes como depois de terem sido diagnosticados com câncer. Pacientes com diagnóstico de metástase não foram incluídos no estudo.
Homens que mantiveram três horas ou mais dos chamados equivalentes metabólicos por semana – que equivalem a correr, andar de bicicleta, nadar ou jogar tênis por meia hora por semana – apresentaram risco 35% menor de mortalidade geral do que os demais.
Com relação a caminhadas, os pesquisadores observaram que os pacientes que andaram mais de quatro horas por semana tiveram um risco 23% menor de mortalidade por qualquer causa quando comparados com os que andaram menos de 20 minutos por semana.
Não foi apenas o tempo: a velocidade também contou bastante. Aqueles que andaram mais de 90 minutos em um ritmo normal para acelerado apresentaram risco de morte 51% menor do que aqueles que andaram menos e em ritmo menos intenso.
Mas a caminhada não mostrou efeito específico na mortalidade por câncer de próstata. Entretanto, o cenário foi outro com exercícios mais vigorosos. Homens que mantiveram pelo menos cinco horas semanais de atividades físicas vigorosas tiveram redução no risco de mortalidade pela doença.
“Esse é o primeiro grande estudo populacional a examinar os exercícios em relação à mortalidade em sobreviventes de câncer de próstata. Não conhecemos os efeitos moleculares exatos que a atividade física tem sobre a doença, mas sabemos que os exercícios influenciam um número de hormônios que se estima estarem envolvidos com a doença, além de melhorar a função imunológica e reduzir inflamações”, disse Stacey.
“Como esses fatores atuam em conjunto para afetar o câncer de próstata do ponto de vista biológico é algo que ainda teremos que descobrir. Mas, por enquanto, os dados obtidos permitem indicar que cinco horas ou mais de exercícios vigorosos por semana podem diminuir a taxa de mortalidade devido à doença”, afirmou.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Polónia - Anti-Gripal, Anti-biótico e Anti-Corrupção: Ministra da Saúde Ewa Kopacz

A antiga médica de família e actual Ministra da Saúde da Polónia, a Sra Ewa Kopacz, viu-se, no dia 5 de Novembro, confrontada com protestos da oposição a propósito da demora do governo em adquirir as vacinas necessárias para proteger a população contra a gripe A.
O recente surto da doença na vizinha Ucrânia levou o antigo Ministro da Saúde a pedir celeridade na aquisição das vacinas, mas encontrou pela frente uma forte resistência na figura da, mais prudente, actual detentora do cargo.
A polémica tornou-se no principal assunto do país e levou o programa televisivo Teraz My, do mais visto canal da Polónia, a TVN, a fazer um especial sobre toda esta questão. Entre outros factos menos conhecidos da maioria do público europeu, o programa abordou o incidente da Baxter e também a curiosidade de 2/3 dos fundos da Agência Médica Europeia, que apela à vacinação, virem da indústria farmacêutica.

http://www.youtube.com/watch?v=RhZesZe33cw

Sem mais comentários, da sessão parlamentar do dia 5 publicamos a transcrição da intervenção da Sra Kopacz -- a primeira política a adoptar publicamente uma posição de cautela face à aquisição de vacinas e à sua administração (ver vídeo acima):


"Gostaria de dizer que a minha prioridade durante os 20 anos em que pratiquei medicina foi: "Antes de tudo, não faças mal". E trouxe essa regra comigo para o Ministério da Saúde. Numa situação em que tivesse que receitar medicação a alguém, como acredito que qualquer outro médico faria, eu perguntava-me: daria eu isto à minha mãe? ou à minha criança?

"E esse exacto pensamento fez-me tomar a precaução de verificar duplamente a informação acerca de uma medicação que pode vir a ser recomendada a todos os polacos - a milhões de polacos que não têm a educação médica que um Ministro tem; e que um especialista - o professor Brydak - tem, um especialista que trabalha em gripes desde há 40 anos.

"Ele trabalha num dos 189 centros de pesquisa de gripe que existem no mundo, um deles na Polónia. Podemos hoje ser acusados de falta de conhecimento acerca da gripe? Pode uma pessoa questionar a opinião de um professor que trabalha com gripes desde há 40 anos, e não apenas em um tipo de gripe, e que publicou centenas de artigos sobre a matéria?

"Coloco apenas uma questão fundamental: queremos combater a pandemia da gripe?

"Hoje temos conhecimento acerca de cláusulas nos acordos que muitos outros governos de países ricos assinaram com os produtores de vacinas. [1]
Sabemos também o que foi proposto à Polónia.
Devido às negociações, que ainda decorrem, não posso dizer tudo hoje, mas posso dizer o seguinte: o nosso departamento jurídico encontrou pelo menos 20 pontos que levantam dúvidas no acordo.

"Qual é, então, o dever da Ministra da Saúde? Assinar acordos no melhor interesse do povo polaco, ou assinar acordos no melhor interesse das companhias farmacêuticas?

"Sei que hoje existem três vacinas disponíveis no mercado, de três produtores diferentes. Cada uma tem uma quantidade diferente de substância activa e, no entanto, elas são estranhamente tratadas da mesma maneira?

"Assim sendo, é legítimo que a Ministra da Saúde e os especialistas tenham dúvidas acerca dela.

"Talvez a que tem tal quantidade de substância activa seja a "água benta" que, supomos, talvez possa curar a gripe? É suposto pagarmos por isso?

"Temos o exemplo da Alemanha que comprou 50 milhões de doses e só 10% foram administradas até agora. 13% dos alemães querem tomar hoje esta "cura milagrosa".
Mas é peculiar porque os alemães têm uma grande percentagem de toma de vacinas, assim enquanto na Polónia por cada mil habitantes apenas 52 tomam a vacina da gripe sazonal (5,2%), na Alemanha há 238 pessoas em cada mil a fazer o mesmo (23%).
Então, porque é que apenas 13% dos alemães querem tomar a vacina da gripe A contra os 23% que tomam a da gripe sazonal?
O governo alemão comprou as vacinas e ofereceu-as e eles não as querem tomar? O que se passou?

"Podem estes factos fazer-nos ter segundos pensamentos sobre a compra destas vacinas, ou não? Segundos pensamentos sobre introduzir um medicamento que é meio secreto?

"Existem websites nos quais os produtores de vacinas têm a obrigação de publicar os, assim chamados, efeitos secundários indesejados pós-vacinação.
A vacinação na Europa começou a 1 de Outubro de 2009.
Convido-vos a visitarem qualquer um desses websites e a encontrarem um qualquer efeito secundário. A mais pequena coisa, apenas uma, nem que seja uma pequena alergia na pele. Isso pode acontecer até usando o mais seguro dos remédios.

"Não existe nenhum nesses websites. Um remédio "perfeito".

"E já que é tão miraculoso, então porque é que a companhia produtora não quer introduzir o seu produto no mercado livre e acarretar com a responsabilidade de fazê-lo? Porque não dizem, "Fantástico remédio, e seguro também, tomo responsabilidade por ele, coloco-o no mercado e é tudo claro e transparente", em vez de depositarem esse peso em nós - os compradores?

"Não temos resultados dos testes clínicos, não temos informação detalhada sobre os ingredientes ou os efeitos secundários. As vacinas estão agora na quarta fase de testes, testes muito curtos, e continuamos a não ter esta informação. Além disso a amostra tem sido muito pequena, um tipo de vacina foi testado em apenas 160 voluntários com idades entre os 20 e os 60 anos, todos saudáveis, nenhum infectado.
Outro tipo de vacina foi testado em 600 voluntários com idades entre os 18 e os 60 anos, todos saudáveis. Será isto o suficiente, especialmente para os médicos presentes nesta câmara? Não é o suficiente para mim.

"Quero ter a certeza suficiente para recomendar esta vacina. Não estamos fora de tempo no que respeita à vacina, durante as negociações queremos usar esse tempo para sabermos tudo o que pudermos acerca dela.
Se depois disso o comité para a pandemia aceitar a vacina então comprá-la-emos.

"Há, para além disso, mil milhões de pessoas por ano a contrair a gripe sazonal em todo o mundo, e um milhão dessas pessoas morre em consequência dessa gripe. E isto não é de há um ou dois anos, mas de há muito mais tempo.
Alguém em algum lado declarou uma pandemia por causa da gripe sazonal? E a gripe sazonal é muito mais perigosa do que a gripe A, chegando a provocar a morte e complicações severas.
E houve alguma declaração de pandemia?

"Aos que me pressionam para comprar a vacina, pergunto-vos: Porque não fizeram barulho no ano passado, há dois anos e em 2003? Em 2003 um milhão e duzentos mil polacos apanharam a gripe sazonal!
Alguém aqui nesta câmara gritou, "vamos comprar vacinas para toda a gente!"? Não me recordo de tal coisa.

"Finalmente gostava de dizer apenas mais uma coisa: A nação polaca é muito perspicaz, os polacos sabem distinguir uma verdade de uma mentira com precisão. E também sabem dizer o que é uma situação objectiva e o que é apenas um jogo."

---
Esta trancrição foi traduzida do inglês e posteriormente revista a partir do original, em polaco - cortesia do padre Ricardo, a quem deixamos o nosso agradecimento.

Notas:
[1] Em referência aos acordos estabelecidos por alguns governos europeus, e também pelo governo americano, que ilibam os produtores de vacinas de quaisquer responsabilidades por quaisquer efeitos secundários adversos que possam vir a surgir na população em consequência da sua toma.

Fonte: http://gripeh1n1.ning.com/profiles/blogs/polonia-antigripal

Escondem dos utentes do SNS os seus direitos

Os utentes do SNS desconhecem os seus direitos em termos de regras por tempo de espera.

Surgem a divulgar a situação publicamente nos órgãos de Comunicação Social, criticando e bramando contra os serviços, o ministério, a ministra, os médicos, e os serviços e tudo o mais que se lhes passar pela cabeça, mas muito raramente usam os seus direitos em termos de apresentação de queixas para a Entidade Reguladora da Saúde.
A infracção por excesso de tempo legal de espera no atendimento pode levar a multas entre mil e 45 mil euros.
Estas regras estão definidas na Portaria nº 1529/2008 e aplicam-se a todo o tipo de prestações de cuidados de saúde sem carácter de urgência.
A lei estabelece que em caso de doença aguda, o paciente deve ser atendido no centro de saúde no próprio dia em que fizer o pedido, o que muitas vezes não acontece, mas acontece que ninguém reclama pelos meios legais ao dispor.
O que deveria ser dito, é que realmente existe muito pouca divulgação dos direitos dos utentes, e neste caso, importava uma informação bem divulgada, e não escondida como tem vindo a acontecer.

Hospitais EPE agravam prejuízos

Afinal a gestão empresarial é uma verdadeira treta, e os resultados são prova disso mesmo.
Quando o Estado responsabilizar de outra forma os gestores dos Hospitais EPE, a realidade deve ser totalmente diferente, uma vez que lhes vai sair do ‘coiro’ o efeitos da má gestão.

Os hospitais públicos com gestão empresarial (EPE) registaram um agravamento dos prejuízos em 22,4 por cento nos primeiros nove meses do ano, para 218 milhões de euros, segundo os dados da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS).
O resultado líquido negativo de 218 milhões de euros dos hospitais EPE compara com um prejuízo de 178 milhões de euros registado em igual período do ano passado. Desta comparação exclui-se o hospital Amadora-Sintra, que regressou à gestão estatal a 1 de Janeiro deste ano.
O resultado operacional melhorou 4,3 por cento, com um desagravamento do resultado negativo de 232,9 milhões de euros o ano passado para 222,9 milhões de euros até Setembro deste ano.
Por outro lado, os custos dos hospitais EPE aumentaram 5,8 por cento para 3.673 milhões de euros, face aos 3.472 milhões de euros de período homólogo.
As receitas aumentaram 4,9 por cento para 3.459 milhões de euros.
Os hospitais do Sector Público Administrativo (SPA) registaram um resultado positivo de 19,7 milhões de euros até Setembro face a um prejuízo de 27,3 milhões de euros em igual período do ano passado.
O resultado operacional também melhorou, passando de 25,7 milhões de euros negativos no ano passado, para 22,3 milhões de euros positivos nos primeiros nove meses deste ano.
As receitas subiram 20,1 por cento para 398,3 milhões de euros e os custos subiram 5,5 por cento para 378,6 milhões de euros.
Nas Administrações Regionais de Saúde, o resultado líquido caiu 1,8 por cento para 102,3 milhões de euros e o resultado operacional manteve-se estável face aos primeiros nove meses de 2008 nos 146 milhões de euros.
As receitas aumentaram 3,7 por cento para 2,919 milhões de euros e os custos totais subiram 4,2 por cento para 2.731 milhões de euros.

Fibrilação ventricular durante atividade esportiva tratada com sucesso

Um trabalho de:
Maria Margarita Gonzalez; Flávio Rocha Brito Marques; Caio Brito Vianna; Carlos Alberto Eid; Gilson Soares Feitosa-Filho; Sergio Timerman


RESUMO
A sobrevida após parada cardio-respiratória extra-hospitalar é estimada em menos de 5%. Apresentamos um caso de fibrilação ventricular, durante atividade esportiva. Ressuscitação cardio-pulmonar foi iniciada precocemente por pessoa leiga, e desfibrilação foi realizada em menos de três minutos, com desfibrilador externo automático, com sucesso. O programa de acesso público à desfibrilação tem aumentado a sobrevida após fibrilação ventricular extra-hospitalar. Devemos estimular o treinamento de pessoas leigas com relação ao uso de desfibriladores externos automáticos e o programa Suporte Básico de Vida, incentivando a implementação deste em locais com grande afluxo de pessoas e locais com risco elevado de ocorrer morte súbita, a exemplo de centros esportivos.
Palavras-chave: Fibrilação ventricular, exercício, ressuscitação cardiopulmonar, desfibriladores.
________________________________________


Introdução
Aproximadamente 250 mil pessoas morrem subitamente nos Estados Unidos a cada ano em ambiente extra-hospitalar1. Em 40% das vítimas o ritmo inicial é fibrilação ventricular (FV)2. Na realidade, maior proporção de pessoas deve apresentar FV no início do colapso, pois o atraso no atendimento da parada cardio-respiratória (PCR) faz com que muitos casos evoluam para assistolia no momento do primeiro atendimento, porque FV inicial não tratada precocemente pode degenerar para assistolia2.

Relato de caso
Homem, negro, 53 anos, com antecedente de hipertensão arterial, ex-profissional de basquete, durante partida de veteranos, em um tradicional Clube Esportivo, sofreu perda súbita de consciência. Um funcionário do clube, recentemente treinado em Suporte Básico de Vida, realizou o primeiro atendimento: constatou PCR, solicitou prontamente desfibrilador externo automático (DEA) e que fosse chamada a equipe médica do clube. O DEA recomendou aplicação de choque, que foi aplicado 3 minutos após o colapso. O equipamento não recomendou choques subsequentes, mas como a vítima ainda não apresentava sinais de circulação, as manobras de ressuscitação cardio-pulmonar (RCP) foram mantidas; obtendo-se retorno à circulação espontânea após 3 minutos. Alguns minutos depois, a frequência cardíaca era 140 bpm, a pressão arterial 220/120 mmHg, quando amiodarona e nitroglicerina foram aplicadas por via endovenosa.
O paciente foi transferido para hospital próximo, onde permaneceu por 12 horas. Após estabilização foi transferido para Hospital Universitário, especializado em Cardiologia. Na admissão o exame físico foi normal. Dosagens enzimáticas revelaram: CK total 1750 U/L, CKMB 11,6 ng/ml e Troponina 0,95 ng/ml.
Foram recuperados os traçados eletrocardiográficos do DEA. Observou-se que o ritmo inicial era FV. Após o choque, notava-se assistolia (figura 1A). Progressivamente, foram surgindo batimentos cardíacos, evidenciando-se ritmo de fibrilação atrial (figura 1B).
O eletrocardiograma realizado no Hospital Universitário evidenciou ritmo sinusal, sobrecarga ventricular esquerda e alterações de repolarização ventricular (figura 1C). Ecocardiograma trans-torácico mostrou hipertrofia concêntrica do ventrículo esquerdo e disfunção sistólica, com fração de ejeção de 38%. O paciente realizou cinecoronariografia que evidenciou artérias coronária direita e esquerda com irregularidades. A primeira diagonal da descendente anterior estava obstruída. No ramo atrioventricular da artéria circunflexa havia 70% de obstrução, após a emergência da artéria marginal esquerda e nesta havia 80% de obstrução no óstio (figura 2A).
Foram realizadas angioplastias, com stents, nas artérias circunflexa e marginal esquerda, com sucesso (figura 2B). Foi implantado cardioversor-desfibrilador, e o paciente evoluiu sem intercorrências. Um ano após o evento, o paciente encontra-se assintomático, com vida ativa. Ecocardiograma trans-torácico de controle revelou função sistólica normal do ventrículo esquerdo, com fração de ejeção de 67%.

Discussão
Chances de sobrevivência após PCR extra-hospitalar aumentam se manobras de RCP e desfibrilação são realizadas precocemente por pessoas que presenciam o evento. A American Heart Association tem usado tradicionalmente a metáfora da corrente de sobrevivência com quatro elos que ilustram a importância destas ações3. Os elos são:
1) Reconhecimento imediato e ativação do sistema médico de emergência ;
2) RCP imediata;
3) Desfibrilação imediata;
4) Suporte Avançado de Vida em Cardiologia imediato.
O sucesso das ações é tempo dependente. Para cada minuto entre o colapso e a desfibrilação, as chances de sobrevivência diminuem de 7% a 10% se a RCP não for iniciada4. Pessoas leigas podem realizar os três primeiros elos. Na maior parte das comunidades, o intervalo entre o colapso e a chegada do sistema médico de emergência é de 7 a 8 minutos, ou mais. Isto significa que as vítimas dependem muito de socorristas leigos durante os primeiros minutos da PCR. A RCP fornece fluxo sanguíneo ao coração e ao cérebro e aumenta a chance de retorno a um ritmo organizado após a desfibrilação. Isto parece particularmente importante se o choque não for fornecido até 4 minutos após o colapso5.
Socorristas leigos podem usar os desfibriladores externos automáticos, dispositivos que, por meio de comandos vocais e visuais, orientam passos a serem seguidos e recomendam choques quando o ritmo é FV ou Taquicardia Ventricular. O Conselho Federal de Medicina permite que qualquer pessoa realize RCP e utilize DEA na ausência de um médico, desde que seja treinada em curso específico promovido por sociedades afins.
Programas de Acesso Público à Desfibrilação, que distribuem desfibriladores externos automáticos pela comunidade, além de treinar grande número de pessoas em Suporte Básico de Vida, aumentam o número de vítimas com PCR que recebem RCP, e diminuem o tempo até a desfibrilação, aumentando o número de sobreviventes. Estudos em pequenas comunidades, como aereportos6 e cassinos7 têm demonstrado excelente sobrevivência por FV, 49% e 74%, respectivamente. O presente caso é excelente exemplo da importância destes programas. Não é apenas a aquisição de equipamentos, mas sobretudo planejamento e treinamento com simulações que faz com que as pessoas tomem a iniciativa de atendimento, demonstrando que morte súbita não é necessariamente morte biológica definitiva, mas situação potencialmente reversível. Várias leis e projetos de leis sobre estes programas estão em fase de implantação no Brasil. As cidades de Londrina e São Paulo já possuem algumas leis aprovadas, mas o que se espera é o reconhecimento nacional de sua relevância, por meio de legislações nacionais de larga escala.
Entre as causas de morte súbita, doença arterial coronária é responsável por 80% dos eventos e miocardiopatias por 10% a 15%. Entre outras etiologias, estão cardiomiopatias hipertróficas congênitas ou secundárias (hipertensão arterial, doenças valvares, etc), cardiopatias congênitas diversas, doenças que causam alterações dos mecanismos eletrofisiológicos, bem como processos infiltrativos, neoplásicos e degenerativos do miocárdio. Importante comentar que a causa desencadeante mais provável da PCR neste paciente foi cardiomiopatia hipertensiva, causa reconhecida de isquemia miocárdica durante exercícios físicos. Embora não possa ser totalmente afastada como causa da FV, a doença coronariana do paciente comprometia pequena proporção de massa ventricular e não houve elevação de Troponina.
As paradas cardio-respiratórias podem causar miocárdio atordoado e disfunção ventricular8, o que pode persistir por dias ou mesmo semanas, e pode melhorar com o uso de vasopressores9. Assim, podem ser necessários, para o tratamento, volume, drogas vaso-ativas, ou vasodilatadores, para manter a pressão arterial, índice cardíaco e perfusão sistêmica. Pressão arterial ideal e parâmetros hemodinâmicos associados com melhor sobrevida não estão ainda bem estabelecidos. Neste paciente, houve hipertensão arterial significativa após PCR, sendo necessária infusão de vasodilatadores. Da mesma forma, verificou-se disfunção sistólica ventricular moderada, sem sinais de baixo débito cardíaco ou necessidade de drogas vaso-ativas. Talvez estes parâmetros clínicos e hemodinâmicos caracterizem pacientes com melhor prognóstico após PCR.
Potencial Conflito de Interesses
Declaro não haver conflito de interesses pertinentes.
Fontes de Financiamento
O presente estudo não teve fontes de financiamento externas.
Vinculação Acadêmica
Não há vinculação deste estudo a programas de pós-graduação.

Referências
1. Rea TD, Eisenberg MS, Sinibaldi G, White RD. Incidence of EMS treated out-of-hospital cardiac arrest in the United States. Resuscitation. 2004; 63: 17-24.
2. Cobb LA, Fahrenbruch CE, Olsufka M, Copass MK. Changing incidence of out-of-hospital ventricular fibrillation, 1980-2000. JAMA. 2002; 288: 3008-13.
3. Cummins RO, Ornato JP, Thies WH, Pepe PE. Improving survival from sudden cardiac arrest: the "chain of survival" concept: a statement for health professionals from the Advanced Cardiac Life Support Subcommittee and the Emergency Cardiac Care Committee, American Heart Association. Circulation. 1991; 83: 1832-47.
4. Larsen MP, Eisenberg MS, Cummins RO, Hallstrom AP. Predicting survival from out-of-hospital cardiac arrest: a graphic model. Ann Emerg Med. 1993; 22: 1652-8.
5. Cobb LA, Fahrenbruch CE, Walsh TR, Copass MK, Olsufka M, Breskin M, et al. Influence of cardiopulmonary resuscitation prior to defibrillation in patients with out-hospital ventricular fibrillation. JAMA. 1999; 281: 1182-8.
6. Caffrey SL, Willoughby PJ, Pepe PE, Becker LB. Public use of automated external defibrillators. N Engl J Med. 2002; 347: 1242-7.
7. Valenzuela TD, Roe DJ, Nichol G, Clark LL, Spaite DW, Hardman RG. Outcomes of rapid defibrillation by security officers after cardiac arrest in casinos. N Engl J Med. 2000; 343: 1206-9.
8. Kern KB. Postresuscitation myocardial dysfunction. Cardiol Clin. 2002; 20: 89-101.
9. Vasquez A, Kern KB, Hilwig RW, Heidenreich J, Berg RA, Ewy GA. Optimal dosing of dobutamine for treating post-resuscitation left ventricular dysfunction. Resuscitation. 2004; 61: 199-207.

sábado, 5 de dezembro de 2009

A negociata da Gripe A: Venda de anti-virais disparou para 150 mil este ano

Não sou só eu quem o diz, e desde o inicio desta novela, que começou; não este ano, mas já a cerca de 5 anos, com as verdadeiras campanhas de vacinação (tipo porta a porta) dos velhinhos e criancinhas.
Quem já não se recorda das multidões nos Centros de Saúde, com a chegada do Outono, para requerer uma receita clinica para adquirir as vacinas.
Os médicos passavam receitas a esmo...
Esta historia da Gripe A, é sem duvida uma grande negociata a nível internacional, e Portugal é apenas um pequeno elo na imensa máquina de fabricar dinheiro para os laboratórios.
Obviamente que o Ministério da Saúde tem grande colaboração no assunto, pois este ano até retirou a ‘trabalheira’ aos médicos, e passou a negociar diretamente com os laboratórios, mas deixou ainda a porta aberta a um novo mercado, o dos anti-virais. Veja o que a Agencia Lusa divulga:

A gripe A fez disparar as vendas dos anti-virais Oseltamivir e Zanamivir, que passaram de 655 embalagens vendidas nos primeiros dez meses do ano passado para 150 mil no mesmo período deste ano, segundo dados da IMSHealth.
Dados da empresa, avançados à agência Lusa, indicam que, nos primeiros dez meses deste ano, os armazenistas venderam às farmácias 150 145 embalagens de Oseltamivir e Zanamivir, contra 655 vendidas nos mesmos meses de 2008.
Estes valores representam um aumento de 22 823 por cento no número de embalagens vendidas.
Diário Digital / Lusa

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Afinal as famosas Vacinas estão a ir para o lixo

Há Centros de Saúde que estão a deitar para o lixo doses de vacina contra a gripe A, a Pandemrix.
Os Centros de Saúdes da Póvoa de Santa Iria, Vila Franca de Xira, são disso exemplo, segundo afirma o CM, e sabe-se que é uma situação recorrente em outras unidades de saúde.
O desperdício é criticado pela má gestão e atitude dos pacientes que faltam à vacinação.
Contactado pelo CM, o Centro de Saúde de Alverca que engloba Póvoa de Santa Iria, Alverca e Vila Franca de Xira – confirmou o desperdício de vacinas, responsabilizando os utentes. "Pode acontecer com uma dose ou outra. É natural, quando os utentes não comparecem após confirmarem a convocatória. Se for ao final da tarde de uma sexta-feira, não é fácil encontrar-se substitutos", afirmou a enfermeira-chefe Paula Vasques da Costa. O número de doses que não são dadas aos utentes não está contabilizado. Os frascos de vacinas, depois de abertos, só podem ser conservados 24 horas. O desperdício de vacinas também é do conhecimento do presidente do Sindicato dos Enfermeiros, Correia Azevedo. "Acontece um pouco por todos os centros de saúde, especialmente após a morte dos fetos de grávidas vacinadas", sustenta. O Ministério da Saúde admite que seja possível o desperdício, em casos pontuais, mas quanto as mortes não confirma nem desmente, apenas se cala, como os moucos...
A verdade é que contra este problema não existe solução aparente, e o País vai continuar a desperdiçar importantes recursos por mera responsabilidade dos utentes, segundo o Ministerio da Saude. Uma solução para minimizar a situação seria criar dias agendados e postos exclusivos de vacinação, mas isso obrigaria a um imenso desdobramento em termos físicos de pessoal, e recursos.
Afinal, contrariando algumas vozes mais pró senhor Pinto, existem casos confirmados de mortes após vacinação, nomeadamente em situações de gravidez, e quem o garante é um responsável pelo Sindicato dos Enfermeiros, isto porque os outros, funcionários do SNS tem que estar caladinhos respeitando religiosamente o CPA, que os manda estar calados, caladinhos e não piar por nada deste mundo, sob pena de lhes cortarem as asas e o pio...
A GRIPE VISTA À LUZ DOS NUMEROS
Cerca de 122.000 pessoas tiveram sintomas gripais até à data, registando o Ministério da Saúde 27.169 pacientes com gripe entre os dias 23 e 29 de Novembro, dados oficiais.
214.000 doses da vacina Pandemrix já recebidas por Portugal. Segundo a Direcção-Geral da Saúde, já foram vacinadas pelo menos 96 mil pessoas. Das 60 mil grávidas identificadas para levar a vacina, só cinco mil já foram alegadamente imunizadas.
Perante tudo isto, e o muito mais que ainda fica por dizer:
Tem toda a razão o Bastonario da Ordem dos Médicos, Dr. Pedro Nunes, que segue a máxima cá do nosso Tokarev: "Não é possível ir buscar as pessoas a casa para levarem a vacina".
E mais digo eu que quem não quer não pode ser obrigado a fazer a vontade a Senhora Ministra e Compª Ldª e muito menos aos laboratórios.
Uma coisa parece, no entanto; ser já mais do que certa:
O Estado já gastou o dinheiro com as vacinas, e por tanto os laboratórios já embolsaram a fatia e já não tem que se queixar. Agora é só uma questão de vacinar, ou de não vacinar e colocar as vacinas subjantes nos respectivos caixotes do lixo no final do ensaio.
Mas porque razão não se optou por doses únicas, em vez de frascos com varias doses... Será que não teria ficado mais barato, subtraindo as que vão para diretamente ao lixo, e que diga-se: não se contabiliza. Coisa estranha... se contabilizam as vacinas aplicadas, mas não se contabiliza as que foram parar ao lixo... onde andara a gestão desta santa gente...
Chama-se a isto uma gestão imaginada, mas não certificada e muito menos realizada. Quem paga os ($$$) disparates governamentais de falta de programação e execução... como sempre é o cidadão contribuinte... e o resto são tretas...
Quanto vai custar afinal a Portugal esta falhada campanha de vacinação...
Que resultados efectivos se podem recolher da vacinação que foi realizada, e quem pode garantir que com outro tipo de atuação os resultados não seriam iguais ou mesmo melhores...
Neste caso o mais importante não são os custos finais, mas sim a razão de ser final desses custos.
Alguém já parou para pensar um pouco, que desde á uns anos a esta parte, o Ministério junto com os laboratórios lançou uma serie de campanhas de vacinação muito parecidas, quase sempre no final do Verão, inicio do Outono, mas sem o potencial publicitário desta, e quem sabe os resultados finais da mesma.
Coisa estranha esta das campanhas de vacinação para a gripe, que entraram na moda, e se tornaram verdadeiro ganha pão de alguns... e morte de outros... pois que de vida, poucas provas cientificas comprovadas temos que evite coisa alguma...
Eu cá por mim nunca entrei nessa campanha, e estou muito bom.
Por enquanto claro...
Mas cada um sabe de si!


“João Massapina”

Mais planejamento e assistência reduziriam mortes de bebês em 50%

Se o mundo dobrasse a quantia que gasta hoje com planejamento familiar e assistência durante a gravidez em países em desenvolvimento, 70% das mortes de mães e 50% das mortes de bebês recém-nascidos poderiam ser evitadas, segundo um relatório da Organização das Nações Unidas, ONU.

Investimentos direcionados também poderiam reduzir em dois terços o número de gravidezes indesejadas e de abortos realizados de forma perigosa, contribuindo também para uma redução na pobreza - diz o documento.

Produzido pelo Guttmacher Institute e UNFPA, o Fundo da População das Nações Unidas, o relatório diz que meio milhão de mães e 3,5 milhões de bebês recém-nascidos morrem todos os anos em países em desenvolvimento.

Segundo os especialistas, essas mortes poderiam ser facilmente evitadas.

– Investir em um punhado de serviços básicos de saúde, como planejamento familiar e assistência de rotina durante a gravidez e no parto, poderia salvar milhões de mulheres e bebês–, disse a presidente do Guttmacher Institute, Sharon Camp.

– Não é ciência espacial. São serviços básicos que podem ser oferecidos a baixos custos e localmente, suplementados por assistência de emergência quando necessário.

Cerca de US$ 12 bilhões são gastos anualmente no mundo em planejamento familiar e assistência à mãe e bebê - a maior parte desse dinheiro vem de países desenvolvidos e das próprias famílias.

O relatório sugere que o investimento total necessário para evitar milhões de mortes em países pobres seria pouco mais do que o dobro desse valor, cerca de US$ 24,6 bilhões.

Intitulado Adding It Up: The Costs and Benefits of Investing in Family Planning and Maternal and Newborn Health, ("Fazendo a Soma: Os Custos e Benefícios de se Investir em Planejamento Familiar e Saúde da Mãe e do Bebê", em tradução livre), o relatório também ressalta que o investimento em planejamento familiar aumenta a eficiência de cada dólar gasto com a oferta de assistência à mãe durante a gravidez e ao recém-nascido.

Ou seja, investir simultaneamente em planejamento familiar e em serviços para a mãe e bebê pode produzir os mesmos benefícios, gastando-se US$ 1,5 bilhão a menos, do que quando o investimento é feito apenas em assistência à mãe e ao recém-nascido.

O relatório quantifica os benefícios de se oferecer planejamento familiar e assistência à mãe e bebê.

O efeito potencializador da combinação, segundo o documento, é dramático: as mortes de 400 mil mães e 1,6 milhões de bebês seriam evitadas; o número de gravidezes indesejadas cairia mais de dois terços, abortos perigosos e complicações resultantes diminuiriam em 75%.

Tudo isso, segundo os especialistas, levaria a uma redução na pobreza e maior desenvolvimento econômico de países pobres.


– O investimento é modesto em relação aos vastos benefícios –, disse Thoraya Ahmed Obaid, diretora executiva da UNFPA.
Dinheiro gasto com planejamento familiar produz um aumento no uso de preservativos e tem, portanto, o efeito adicional de prevenir o alastramento do vírus HIV e de outras doenças transmitidas sexualmente, dizem os especialistas.

– O relatório mostra a melhor forma de se direcionar os recursos para alcançar os maiores ganhos. Investir nas mulheres tem benefícios enormes, não apenas para indivíduos e famílias, mas para a sociedade como um todo –, disse a presidente do Guttmacher Institute, Sharon Camp.

Importância do atendimento imediato

Agência FAPESP – Um homem de 53 anos jogava basquete quando perdeu subitamente a consciência. Um funcionário do clube onde o jogo se dava chamou a equipe médica do local. Enquanto esperava, ele realizou procedimentos de ressuscitação cardiopulmonar e ainda aplicou choques com um desfibrilador externo automático do próprio clube.

No hospital, os médicos constataram que a vida do homem fora salva, em especial, pelo trabalho do funcionário do clube que havia sido treinado em suporte básico de vida.

O caso foi utilizado como exemplo em uma pesquisa feita por seis cardiologistas do Instituto do Coração de São Paulo (InCor) da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), que destaca a importância do treinamento somado a equipamentos adequados na hora de salvar vidas.

“Após uma fibrilação ventricular, cada minuto de espera diminui em 10% as chances de vida e, após quatro ou cinco minutos, há chances de resultar em sequelas neurológicas”, disse o cardiologista Sérgio Timerman, diretor do Laboratório de Treinamento e Simulação em Emergências Cardiovasculares do InCor e um dos autores do estudo, à Agência FAPESP. O trabalho foi publicado na revista Arquivos Brasileiros de Cardiologia.

A fibrilação ventricular é um tipo de parada cardíaca durante a qual o coração sofre um “caos elétrico” e não consegue bombear sangue para os demais órgãos. Um choque produzido por um aparelho médico, o desfibrilador, faz o coração retomar o ritmo adequado.

Por isso, o pronto atendimento no local da ocorrência é fundamental para o sucesso do procedimento. Porém, a falta de treinamento e de equipamentos adequados diminuem as chances de sucesso em menos de 5% em caso de paradas cardiorrespiratórias ocorridas fora dos hospitais, de acordo com dados citados no trabalho.

Investimentos e resultados

Em oposição, o artigo relata casos de sucesso em locais públicos que adquiriram desfibriladores e treinaram funcionários para as emergências cardíacas.

“No aeroporto de Chicago, o índice de sobrevida subiu para 55% e em cassinos de Las Vegas esse número chegou a 76%”, disse Timerman, citando exemplos de prédios norte-americanos que investiram no atendimento dessas ocorrências.

O médico alerta, no entanto, que é preciso seguir os passos preconizados pela American Heart Association: reconhecer prontamente a emergência e chamar o serviço médico, iniciar manobras de ressuscitação cardiorrespiratória, aplicar a desfibrilação com o equipamento adequado e continuar o tratamento com atendimento médico profissional imediato.

“Não basta ter qualidade em apenas uma etapa. Há casos em que temos um ótimo atendimento pré-hospitalar, mas um péssimo pós-hospitalar, e vice versa”, apontou.

Para os autores da pesquisa, o treinamento em suporte básico de vida é tão importante quanto a disponibilização dos desfibriladores. “Não é apenas a aquisição de equipamentos, mas sobretudo planejamento e treinamento com simulações que fazem com que as pessoas tomem a iniciativa de atendimento, demonstrando que morte súbita não é necessariamente morte biológica definitiva, mas situação potencialmente reversível”, concluíram.

Os outros autores do artigo são Maria Margarita Gonzalez, Flávio Rocha Brito Marques, Caio Brito Vianna, Carlos Alberto Eid e Gilson Soares Feitosa-Filho.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Ácido fólico pode elevar risco de câncer

Um novo estudo mostra que altas doses de ácido fólico podem elevar risco de câncer, especialmente no pulmão.

O estudo foi conduzido na Noruega, onde os alimentos não são fortificados com ácido fólico, tornando possível comparar resultados entre pacientes tratados com suplementos e um grupo que recebeu placebos.

Pesquisadores acompanharam mais de 6 mil pacientes com doença cardíaca isquêmica, que haviam participado de dois experimentos clínicos aleatórios montados para avaliar se o tratamento de redução de homocisteína com ácido fólico e vitamina B12 reduzia a chance de doenças cardíacas. Os experimentos começaram em 1998 e terminaram em 2004 e 2005.

Publicado no Journal of the American Medical Association, o estudo monitorou os mesmos pacientes ao longo de 2007. Foi descoberto que 10% dos pacientes tratados com ácido fólico e vitamina B12 haviam desenvolvido câncer, frente a 8,4% dos que não haviam recebido o tratamento – um aumento de 21% no risco. A análise indicou que o risco adicional estava associado aos altos níveis de ácido fólico no sangue, e não à vitamina B12.

Embora evidências experimentais tenham indicado que a deficiência de ácido fólico pode causar o desenvolvimento do câncer, os autores do estudo sugeriram também ser possível que o excesso do ácido acelerasse o crescimento de tumores.

O papel do ácido fólico vai mudando conforme as etapas da vida. Na idade escolar, a sua carência pode levar à anemia nutricional. Nos adultos mais idosos, como o ácido fólico tem efeitos sobre o sistema nervoso central, o baixo consumo dessa vitamina ou os baixos níveis podem agravar problemas neuropsiquiátricos.

As principais fonte são espinafre, vegetais de folhas verdes, fígado, levedo de cerveja, cenoura e gema de ovo

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

“Morte tratada como ofensa”

"Mas que morte vivemos hoje?" Foi este o mote lançado pelo procurador Manuel Cardoso, á poucos dias, no debate ‘A Ética: a Vida na Morte’, promovido pela Comissão de Ética para a Saúde (CES) do Hospital Amato Lusitano, em Castelo Branco.
A dicotomia entre a vida e a morte e a responsabilidade partilhada do acto médico estiveram em destaque numa conferência que contou a presença do médico João Lobo Antunes, de Maria do Céu Machado (alta-comissária para a Saúde) e de Walter Osswald (presidente da Comissão de Bioética da Universidade do Porto). Os três consideram que a eutanásia e a morte assistida só devem ser discutidas "quando houver uma rede de cuidados paliativos".
O cirurgião Lobo Antunes verteu para os assistentes muitas dúvidas sobre alguns "dilemas éticos difíceis de resolver".
Salientou que o envelhecimento "é um grande problema de saúde", e que os médicos são hoje confrontados "com os genuinamente doentes e com os preocupados saudáveis". Para o especialista, o debate ético tem de ser feito "com muita responsabilidade", porque a medicina de hoje é "mais difícil, complicada, arriscada, perigosa e poderosa".
Maria do Céu Machado, pediatra, referiu-se à ética no início da vida e abordou casos reais de situações de crianças que nasceram com problemas de saúde e outras vítimas de maus tratos.
A Walter Osswald coube "valorizar" o conceito da morte. "No ano passado, 52 por cento das mortes ocorreram em ambiente hospitalar e, muitas delas, em situações miseráveis. Tapam as cortinas, tentam ocultar a morte. Trata-se dela como uma ofensa, de forma pornográfica", referiu o presidente da Comissão de Bioética e professor universitário, acrescentando que "as pessoas têm de se consciencializar que uma maneira de ter uma boa morte é ter uma boa vida."

Luís Oliveira

Morre o físico Marcelo Damy

Agência FAPESP – O físico Marcelo Damy de Souza Santos morreu no domingo (29/11), aos 95 anos. Estava internado havia cerca de um ano no Hospital Albert Einstein em São Paulo, após sofrer um acidente vascular cerebral. O enterro foi na segunda-feira, no cemitério Getsêmani, no bairro do Morumbi, em São Paulo.

Considerado um dos pilares do ensino e pesquisa de física no Brasil, ao lado de César Lattes, José Leite Lopes e Mário Schenberg, Damy nasceu em Campinas (SP), em 1914. Em 1933, ingressou na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo para cursar engenharia elétrica. Acabou migrando para a física a convite do então professor da universidade, Gleb Wataghin, cujas aulas gostava de assistir como aluno ouvinte. Graduou-se na primeira turma do curso de física na USP.

Durante a graduação, começou a se interessar pelos fenômenos radioativos descobertos no início do século pelo casal Pierre e Marie Curie. Após a Segunda Guerra Mundial, o conhecimento da energia dos átomos consolidou-se em um novo ramo de estudo no qual Damy se destacaria, a física nuclear.

Também foi pioneiro no ensino de física experimental no Brasil. “Naquele tempo o professor estudava na véspera para no dia seguinte passar para os alunos”, disse em entrevista à revista Pesquisa FAPESP, criticando o ensino puramente teórico.

Outra de suas marcas era a engenhosidade. Um aparelho que desenvolveu durante a pós-graduação na Universidade de Cambridge, na Inglaterra, obteve medidas de radiação cósmica em intervalos de tempo da ordem de 1 centésimo de 1 milionésimo de segundo, dez mil vezes mais sensível que os disponíveis até então. O aparelho proporcionou no Brasil a descoberta dos chuveiros penetrantes, um fenômeno dos raios cósmicos.

Damy foi professor do Instituto de Filosofia da USP, tendo auxiliado na instalação, em 1950, do Betatron, o primeiro acelerador de partículas a funcionar na América Latina. Desenvolveu também o primeiro reator nuclear brasileiro.

Foi um dos fundadores do Instituto de Energia Atômica, atual Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), e seu primeiro superintendente, de 1956 a 1961. Também foi presidente da Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen) de 1961 a 1964.

Aposentado como professor emérito da USP, em 1968, auxiliou a consolidação da recém-criada Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) assumindo o cargo de diretor do Instituto de Física, o qual receberia o nome de seu ex-professor, Gleb Wataghin.

Trabalhou depois como professor titular de física nuclear da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e, a partir de 1988, passou a colaborar com trabalhos feitos no Ipen.

Foi colega de graduação de Schenberg, com o qual dividia a apertada sala de Wataghin, e professor de Lattes, o qual se notabilizaria mais tarde ao descobrir a partícula atômica méson pi.

Damy considerava o ensino de ciência uma atividade intimamente ligada à pesquisa. “Um bom professor é um pesquisador que gosta de contar as coisas que faz e que viu outros fazerem. Eu não conheço nenhum bom professor que não tenha sido, ou não seja ainda, um pesquisador,” disse.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Estresse e peso: como essa relação afeta nossas vidas

Dentre as queixas mais comuns entre os pacientes que procuram tratamento médico e nutricional para a obesidade, cerca de 80% relacionam seu ganho de peso ao estresse.
“Na verdade, algumas características da vida moderna podem estar intimamente relacionadas a um balanço energético positivo, levando ao ganho de peso. Dentre elas, podemos citar alimentação inadequada, sedentarismo e mais recentemente, o estresse”, diz a endocrinologista Ellen Simone Paiva, diretora do Citen, Centro Integrado de Terapia Nutricional.

Os fatores estressantes da sociedade moderna são frutos da rotina puxada das empresas, das relações familiares e sociais, além de fatores intrínsecos, como a privação de sono, por exemplo. Geralmente, o corpo humano responde ao estresse através de adaptações físicas ou comportamentais, aumentando o estado de alerta diante de novas situações, a tolerância à dor e a produção e liberação de substratos energéticos dos estoques corporais, principalmente sob a forma de glicose e gordura. “Esses substratos em excesso são conhecidos por causarem alterações metabólicas ligadas à obesidade e ao diabetes. Será esta a relação possível? Ou seja, será esse o elo que liga a obesidade ao estresse da vida moderna?”, questiona a médica.

Até certo ponto o estresse pode ser benéfico e conduzir o indivíduo a alcançar metas importantes no trabalho e na vida pessoal. Em curto prazo, na maioria das vezes, o organismo se reequilibra, sem comprometimento da saúde física e mental. A reação normal esperada a um fator estressante pode se manifestar com enfretamento ou fuga. “Algumas vezes, a resposta não atende a nenhuma dessas condições e o indivíduo não consegue nem se engajar na luta, nem na fuga do agente estressante, sofrendo as conseqüências do estresse de maneira a gerar um estado de fragilidade a várias doenças, principalmente quando ele é intenso e prolongado”, afirma Ellen Paiva.

O hábito de comer talvez seja um dos fatores que mais sofre as repercussões do estresse da vida moderna. “Os relatos são unânimes: as pessoas comem muito mais quando expostas a fatores estressantes, podendo ocorrer queixas de fome excessiva, comportamento beliscador e até uma necessidade patológica de consumir grandes volumes de alimentos: a compulsão alimentar”, destaca a endocrinologista. Um fato intrigante, relata Ellen Paiva, são os relatos de alguns pacientes, que não encontram explicação para o volume alimentar consumido e afirmam categoricamente que mesmo comendo pouco, ganham peso. Esse fato tem levantado a questão do papel do estresse na origem da obesidade, independentemente da alimentação.

A privação do sono também repercute no peso. Nos últimos 30 anos, a média de sono noturno das pessoas sofreu uma redução de 8/9 horas para 6/7 horas. Entre os americanos, a média de sono é ainda menor, uma vez que 30% deles dormem menos do que 6 horas por noite. Vários estudos recentes têm relacionado a privação do sono com a ocorrência aumentada de obesidade e de diabetes tipo dois. “A privação do sono pode estar relacionada à obesidade através de vários fatores. O primeiro deles trata-se de um estado de estresse crônico. Além disso, várias alterações hormonais induzidas pela privação de sono podem influenciar o ganho de peso, como é o caso da grelina e leptina, hormônios relacionados ao controle da fome e da saciedade”, diz a diretora do Citen.

Hormônios do estresse também podem levar ao ganho de peso. Tratam-se dos corticóides, ou a conhecida cortisona, que tem a capacidade de aumentar o peso de pacientes, quanto utilizada sob a forma de medicamento, e até quando produzida em excesso pelo organismo, em algumas doenças. “Será que o estressado crônico poderia engordar pelo excesso de corticóide, mesmo sem comer muito?”, questiona a médica.

“Nossas dúvidas não estão sanadas a esse respeito, uma vez que muitos indivíduos estressados e com elevação da cortisona não engordam e, por outro lado, muitos obesos estressados não expressam aumento do seu corticóide endógeno. Por isso, muito provavelmente, a diferença entre estes pacientes é o volume de alimentos ingeridos”, afirma Ellen Paiva.

Conclui-se que o estresse pode sim ser um fator favorecedor da obesidade, principalmente pelo aumento da resistência insulínica, pelas alterações dos hormônios relacionados à fome e à saciedade, pela privação do sono e até mesmo pelo excesso de corticóide. “Mas o maior fator associado ao ganho de peso é comportamental. O que engorda é o balanço energético desfavorável: a associação da ingestão excessiva de calorias somada ao sedentarismo”, conclui a endocrinologista.

Sensação sonora

Agência FAPESP – O som não é apenas ouvido, mas também sentido por meio da pele, que ajuda na compreensão de seu significado. A conclusão é de um estudo publicado no passado dia (12/11) pela revista Nature.
A pesquisa, liderada por Bryan Gick, da Universidade da Columbia Britânica, no Canadá, indica que quando o homem ouve palavras sendo faladas ele não usa apenas a informação sonora e visual que recebe, mas também sinais táteis, como a corrente de ar, de modo a construir um retrato completo dos sons que está ouvindo.
Alguns sons produzidos pela fala humana resultam em pequenos e inaudíveis sopros de ar (sons aspirados) e outros não (sons não aspirados). Os pesquisadores observaram que quando pequenos sopros de ar foram emitidos na pele da mão e do pescoço de voluntários, no mesmo momento em que sílabas eram ouvidas, os sons foram percebidos como aspirados, mas na realidade não eram.
Por exemplo, sílabas não aspiradas em inglês, como “ba” e “da” foram percebidas como seus equivalentes aspirados, “pa” e “ta”, quando emitidas simultaneamente a sopros de ar. Isso, de acordo com os autores do estudo, indica que a informação sensorial tátil recebida atua ao lado da audição para decifrar o que está sendo dito.
“Os resultados do trabalho demonstram que a informação tátil é integrada na percepção auditiva de forma semelhante à que ocorre com a informação visual”, descreveram.
Os pesquisadores destacam que avanços na compreensão de como o homem percebe os sons da fala poderão ajudar no desenvolvimento de sistemas mais eficientes para deficientes auditivos.
O artigo Aero-tactile integration in speech perception, de Bryan Gick e outros, pode ser lido por assinantes da Nature em www.nature.com.

Transplante sob perspectiva brasileira

Agência FAPESP – O livro Transplante de células-tronco hematopoiéticas, editado por Julio Cesar Voltarelli, professor titular do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP-USP), é o primeiro tratado brasileiro completo sobre o tema.

Lançada no dia 12 de novembro durante o Congresso Brasileiro de Hematologia, em Florianópolis, a obra foi coeditada por Ricardo Pasquini, professor emérito da Universidade Federal do Paraná (UFPR), e por Euza Ortega, ex-coordenadora da equipe de enfermagem do Serviço de Transplante de Medula Óssea do Hospital das Clínicas da UFPR.

Voltarelli, que coordena o Centro de Terapia Celular (CTC), um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepids) da FAPESP, é um dos principais especialistas brasileiros no tema. Ele lidera, desde 2003, um experimento inovador de tratamento de pacientes de diabetes tipo 1 fundamentado em altas doses de quimioterapia e no transplante de células-tronco extraídas de seus próprios organismos.

Segundo Voltarelli, o livro de quase 1,3 mil páginas apresenta uma ampla revisão sobre o tema do transplante de células-tronco hematopoiéticas – aquelas que têm potencial para formação de sangue – e revela a experiência brasileira na área, descrevendo os transplantes realizados no Brasil para cada doença.

“É o primeiro livro brasileiro completo sobre o transplante. Já houve outras obras produzidas por equipes multidisciplinares, mas com o caráter de manuais. Esse é um tratado completo que aborda todos os aspectos do transplante. Em quase todos os capítulos apresentamos experiências brasileiras”, disse à Agência FAPESP.

O livro é dirigido para o público que tem interesse em se informar sobre as células hematopoiéticas e, em especial, aos estudantes e pesquisadores envolvidos com transplantes. “Há muitos autores, de praticamente todos os centros de transplante de células-tronco do Brasil. Há contribuições estrangeiras também”, contou.

Voltarelli explica que a obra faz uma revisão atualizada do que está sendo feito na área em todo o mundo. “É importante destacar que a obra não se resume a um relato da experiência brasileira. Mostramos o panorama do que está sendo realizado no mundo em relação a cada uma das doenças. A diferença em relação a outros projetos estrangeiros é que essa revisão é acompanhada dos experimentos nacionais”, disse.

Entre outros trabalhos, o cientista também já realizou experimentos importantes com transplante de células-tronco hematopoiéticas para o tratamento de pacientes com esclerose múltipla – doença neurológica crônica de causa ainda desconhecida.

Em parceria com pesquisadores de diversos países, Voltarelli conseguiu reverter déficits neurológicos em estágios iniciais em pacientes com a doença, usando as células-tronco dos próprios indivíduos para “reinicializar” seus sistemas imunológicos.

Regulamentação

Os 57 capítulos do livro estão distribuídos em três seções: “Bases históricas, científicas e legais do transplante de células-tronco hematopoiéticas”, “Aspectos clínicos do transplante de células-tronco hematopoiéticas” e “Aspectos multidisciplinares e perspectivas futura do transplante de células-tronco hematopoiéticas”.

“Na parte das bases científicas, abordamos aspectos como a imunologia médica e a biologia da célula-tronco. Na parte clínica, apresentamos a experiência nacional com transplantes. Não se trata, evidentemente, de casos individuais, mas de grupos de casos em que as técnicas foram aplicadas para determinada doença. Na terceira parte, abordamos o aspecto multidisciplinar, descrevendo o papel da enfermagem, da psicologia e da nutrição, por exemplo”, explicou Voltarelli.

Outro diferencial da publicação, de acordo com o professor da FMRP, consiste em incluir aspectos da legislação brasileira em transplantes de células-tronco hematopoiéticas.

“O livro apresenta a nova regulamentação do Ministério da Saúde para os transplantes de células-tronco hematopoiéticas, publicada em outubro de 2009. Além disso, traz um resumo das diretrizes brasileiras para o transplante, decididas em uma reunião de consenso realizada em junho de 2009”, disse.




•Transplante de células-tronco hematopoiéticas
Organizadores: Júlio Voltarelli, Ricardo Pasquini e Euza Ortega
Lançamento: 2009
Preço: R$ 447,30
Mais informações: www.atheneu.com.br

sábado, 28 de novembro de 2009

Impotência pode ser tratada com choques elétricos no pênis

Por Redação, com BBC

Um estudo realizado em Israel e apresentado em um congresso de medicina sexual em Lyon, na França, indica que a impotência pode ser tratada com aplicação de choques elétricos no pênis.
Cientistas do Centro Medical Rambam, da cidade de Haifa, realizaram experiências com 20 voluntários que sofriam do problema há pelos menos três anos e conseguiram melhora em pelo menos 15 deles.
Segundo Yoram Vardi, chefe do Departamento de Neurourologia da instituição, o resultado do tratamento seria melhor do que o obtido com o uso de medicamentos como o Viagra e o Cialis.
– Remédios não são uma cura - os pacientes deixam de ter atividade normal quando param de tomar. Mas, com os choques, podemos fazer algo biológico contra o problema, e os pacientes conseguem ter atividade normal mesmo depois de terminarem o tratamento –, explicou o cientista.
Novos vasos sanguíneos
Em estudo com animais, já havia sido provado que choques de baixa intensidade estimulam o crescimento de novos vasos sanguíneos a partir de outros já existentes. Foi a partir daí que Vardi e seus colegas tiveram a ideia de tentar ajudar homens cuja impotência decorre da redução de fluxo sanguíneo em seus pênis.
– Problemas cardiovasculares são responsáveis pela disfunção erétil em aproximadamente 80% dos pacientes –, afirmou Vardi.
Segundo o cientista, na pesquisa, foram aplicados choques de "baixíssima intensidade", sentidos como uma pequena pressão no pênis.
Em cada sessão dos testes, os voluntários receberam cerca de 300 choques em cinco pontos do órgão sexual, ao longo de três minutos.
– Não tivemos registro de efeitos colaterais, nem mesmo dor –, disse Vardi ao site LiveScience.
Os cientistas agora esperam realizar novos testes usando também um grupo de controle, que receberia um tratamento falso.
Apesar de otimista, Vardi alerta que o tratamento pode ser ineficaz nos casos de impotência causada por problemas musculares, de nervos ou outros.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Saúde: Métodos contraceptivos menos vendidos nas farmácias

Os portugueses estão a comprar menos preservativos e pílulas do dia seguinte nas farmácias e parafármacias, mas, segundo a Direcção-Geral de Saúde (DGS), estes métodos contraceptivos estão a ser mais distribuídos pelo Serviço Nacional de Saúde.
Dados avançados à agência pela consultora IMS Health indicam que entre Setembro de 2009 e Outubro de 2008 foram vendidas naqueles estabelecimentos 534 168 embalagens de preservativos, menos 225 925 do que em período homólogo do ano anterior, uma quebra de quase 30 por cento.

Relativamente às pílulas do dia seguinte, os mesmos dados referem que entre Setembro de 2009 e Outubro de 2008 foram vendidas 206 550 embalagens, uma diminuição de 4,6 por cento em relação ao período homólogo do ano anterior (216 661).

Diário Digital / Lusa

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Muitas duvidas e poucas certezas

A Agência Europeia do Medicamento deu como encerrado o processo que analisava uma relação causal entre a administração da vacina contra a gripe H1N1 e as mortes fetais, informou hoje o Infarmed em comunicado.

De acordo com a nota de imprensa, «após a análise de toda a informação disponível, a existência de uma relação causal entre a administração da vacina 'Pandemrix' e a ocorrência de morte fetal foi considerada improvável», pelo que o processo foi encerrado.

O Infarmed - Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde, acrescenta no comunicado que, até segunda-feira, recebeu duas notificações de morte fetal em Portugal após a administração da vacina contra a gripe H1N1, esclarecendo que não foi notificado sobre um terceiro caso, ocorrido no Hospital de Santo André, em Leiria, que circulou nos meios de comunicação social.

Diário Digital / Lusa

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Açaí produzido de forma artesanal pode espalhar o Mal de Chagas

A falta de higiene na produção pode provocar a contaminação. O barbeiro infectado por um parasita transmite a doença pelas fezes

O repórter Roberto Paiva, no Pará, descobriu os perigos do açaí produzido de forma artesanal.

O açaí produzido no interior do Pará é distribuído em Belém e Região Metropolitana. O Ministério Público acompanha exames de laboratório que analisam amostras da polpa vendida ao consumidor.

“Tem dado maioria impróprio para o consumo, normalmente ligado a coliformes fecais”, aponta o promotor Marco Aurélio do Nascimento.

A falta de higiene pode provocar um problema grave - o Mal de Chagas, que atinge quatro milhões de brasileiros. A doença pode atacar o aparelho digestivo e provocar inflamações no coração e no cérebro.

O barbeiro infectado por um parasita transmite a doença pelas fezes. Na Amazônia, a contaminação também se dá por via oral, quando a pessoa ingere o açaí contaminado. Segundo o Instituto Evandro Chagas, no Pará, o barbeiro infectado é triturado junto com o açaí em máquinas que separam a polpa do caroço.

O Pará é o estado que apresenta o maior número de casos de Doença de Chagas . No ano passado, foram 97. Este ano, os casos quase dobraram: 187 pessoas ficaram doentes e uma morreu. Belém tem registrado surtos da doença.

Maria e o filho Murilo, de 4 anos, contraíram Mal de Chagas e estão em tratamento. A mãe conta que começou a passar mal depois de tomar açaí.

“Tive dor de cabeça, dor no corpo e febre alta”, diz.

A Secretaria Estadual de Saúde alerta que o hábito de congelar a polpa do açaí não elimina o parasita.

“O congelamento não é uma técnica que elimina o parasita da Doença de Chagas. Ele permanece viável. De maneira nenhuma o açaí congelado oferece segurança para ser ingerido sem problema”, diz a coordenadora do programa de doença de Chagas Sespa Elenilde Góes.

Segundo o Instituto Evandro Chagas, o açaí paraense vendido em todo o país e no exterior representa um risco menor de contaminação desde que as indústrias façam a pasteurização.

“A pasteurização é o processo mais adequado. É um processo físico que elimina o agente que transmite a Doença de Chagas e outros microorganismos”, comenta o pesquisador do Instituto Evandro Chagas Aldo Valente.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Diário de um Médico - De rir e chorar por mai…sssss

Carlos Barreira da Costa, médico Otorrinolaringologista da mui nobre e Invicta cidade do Porto, decidiu compilar no seu livro "A Medicina na Voz do Povo", com o inestimável contributo de muitos colegas de profissão, trinta anos de histórias, crenças e dizeres ouvidos durante o exercício desta peculiar forma de apostolado que é a prática da medicina. E dele vão verdadeiras jóias deste tão pouco conhecido léxico.

Os aparelhos genital e urinário são objecto de queixas sui generis:

"Venho aqui mostrar a parreca".
"A minha pardalona está a mudar de cor".
"Às vezes prega-se-me umas comichões nas barbatanas".
"Tenho esta comichão na perseguida porque o meu marido tem uma infecção na ponta da natureza".
"Fazem aqui o Papa Micau ( Papanicolau )?"
"Quantos filhos teve?" - pergunta o médico. "Para a retrete foram quatro, senhor doutor, e à pia baptismal levei três".
"Apareceu-me uma ferida, não sei se de infecção se de uma f... mal dada".
"Tenho de ser operado ao stick . Já fui operado aos testículos".
"Quando estou de pau feito... a p... verga".
"O Médico mandou-me lavar a montadeira logo de manhã".

O diálogo com um paciente com patologia da boca, olhos, ouvidos, nariz e
garganta é sempre um desafio para o clínico:


"Quando me assoo dou um traque pelo ouvido, e enquanto não puxar pelo corpo, suar, ou o ca..., o nariz não se destapa".
"Não sei se isto que tenho no ouvido é cera ou caruncho".
"Isto deu-me de ter metido a cabeça no frigorífico. Um mês depois fui ao Hospital e disseram-me que tinha bolhas de ar no ouvido".
"Ouço mal, vejo mal, tenho a mente descaída".
"Fui ao Ftalmologista, meteu-me uns parafusinhos nos olhos a ver se as lágrimas saiam".
"Tenho a língua cheia de Áfricas".
"Gostava que as papilas gustativas se manifestassem a meu favor".
"O dente arrecolhia pus e na altura em que arrecolhia às imidulas infeccionava-as".
"A garganta traqueia-me, dá-me aqueles estalinhos e depois fica melhor".

As perturbações da fala impacientam o doente:

"Na voz sinto aquilo tudo embuzinado".
"Não tenho dores, a voz é que está muito fosforenta".
"Tenho humidade gordurosa nas cordas vocais".
"O meu pai morreu de tísica na laringe".

> Os "problemas da cabeça" são muito frequentes:

"Há dias fiz um exame ao capacete no Hospital de S. João".
"Andei num Neurologista que disse que parti o penedo, o rochedo ou lá o que é...".
"Fui a um desses médicos que não consultam a gente, só falam pra nós".
"Vem-me muitos palpites ruins, assim de baixo para cima...".
"A minha cabecinha começa assim a ferver e fico com ela húmida, assim aos tombos, a trabalhar".
"Ou caiu da burra ou foi um ataque cardeal".

As dores da coluna e do aparelho muscular e esquelético são difíceis de suportar:

"Metade das minhas doenças é desfalsificação dos ossos e intendência para a tensão alta".
"O pouco cálcio que tenho acumula-se na fractura".
"Já tenho os ossos desclassificados".
"Alem das itroses tenho classificação ossal".
"O meu reumatismo é climático".
"É uma dor insepulcrável".
"Tenho artroses remodeladas e de densidade forte".
"Estou desconfiado que tenho uma hérnia de escala".

O português bebe e fuma muito e desculpa-se com frequência:

"Tomo um vinho que não me assobe à cabeça".
"Eu abuso um pouco da água do Luso".
"Não era ébrio nato mas abusava um pouco do álcool"
"Fujo dos antibióticos por causa do estômago. Prefiro remédios caseiros, a aguardente queimada faz-me muito bem".
"Eu sou um fumador invertebrado".

O aparelho digestivo origina sempre muitas queixas:

"Fui operado ao panquecas".
"Tive três úlceras: uma macho, uma fêmea e uma de gastrina".
"Ando com o fígado elevado. Já o tive a 40, mas agora está mais baixo".
"Eu era muito encharcado a essa coisa da azia".
"Senhor Doutor a minha mulher tem umas almorródias que com a sua licença nem dá um peido".
"Tenho pedra na basílica".
"O meu marido está internado porque sangra pela via da frente e pinga pela via de trás".
"Fizeram-me um exame que era uma televisão a trabalhar e eu a comer papa".
"Fiz uma mamografia ao intestino".
"O meu filho foi operado ao pence (apêndice) mas não lhe puseram os trenos (drenos), encheu o pipo e teve que pôr o soma (sonda)".


Os medicamentos e os seus efeitos prestam-se às maiores confusões:

"Ando a tomar o EspermaCanulado"- Espasmo Canulase
"Tenho cataratas na vista e ando a tomar o Simião" - Sermion
"Andei a tomar umas injecções de Esferovite" - Parenterovit
"Era um antibiótico perlim pim pim mas não me fez nada" - Piprilim
"Agora estou melhor, tomo o Bate Certo" - Betaserc
"Tomo o Sigerom e o Chico Bem" - Stugeron e Gincoben
"Ando a tomar o Castro Leão" - Castilium
"Tomei Sexovir" - Isovir
"Tomo uma cábulas à noite".
"Tomei uns comprimidos "jaunes", assim amarelados".
"Tomo uns comprimidos a modos de umas aboborinhas".
"Receitou-me uns comprimidos que me põem um pouco tonha".
"Estava a ficar com os abéticos no sangue".
"Diz lá no papel que o medicamento podia dar muitas complicações e alienações".
"Quando acordo mais descaída tomo comprimidos de alta potência e fico logo melhor".
"Ó Sra. Enfermeira, ele tem o cu como um véu. O líquido entra e nem actua".
"Na minha opinião sinto-me com melhores sintomas".

O que os doentes pensam do médico:

"Também desculpe, aquela médica não tinha modinhos nenhuns".
"Especialista, médico, mas entendido!".
"Não sou muito afluente de vir aos médicos".
"Quando eu estou mal, os senhores são Deus, mas se me vejo de saúde acho-vos uns estapores".
"Gosto do Senhor Doutor! Diz logo o que tem a dizer, não anda a engasular ninguém".
"Não há melhor doente que eu! Faço tudo o que me mandam, com aquela coisa de não morrer".

Depressão será a doença mais comum em 2030

A depressão, nos próximos 20 anos, vai afetar mais pessoas que qualquer outro problema de saúde. A estimativa é da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Os países pobres, onde já se registram mais casos de depressão que os desenvolvidos, serão os mais afetados nas próximas décadas.

De acordo com especialistas, a patologia tem diversas causas, algumas biológicas, mas parte delas vem de pressões ambientais e, obviamente, as pessoas pobres sofrem mais stress no dia a dia que as ricas, e não é surpreendente que tenham mais depressão.

A depressão vem sendo cada vez mais diagnosticada.


"In: Agencias Internacionais de Informação"

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Alternativa caseira ao tamiflu

O anis estrelado é o extrato-base (75%) da produção do comprimido Tamiflu

O anis estrelado, amplamente cultivado na China, é o extrato-base
(75%), da produção do comprimido Tamiflu, da Roche (empresa do antigo Secretário de Defesa dos EUA Donald Runsfield).

Mas, como é um pouco difícil encontrar o anis estrelado aqui no
Brasil, podemos usar o nosso anis mesmo - a erva-doce - pois esta erva possui as mesmas substâncias, ou seja, o mesmo princípio ativo do anis estrelado, e age como anti-inflamatória, sedativa da tosse,
expectorante, digestiva, contra asma, diarréia, gases, cólicas,
cãibras, náuseas, doenças da bexiga, gastrointestinais, etc...

Seu efeito é rápido no organismo e baixa um pouco a pressão, devendo
ser feito o chá c/apenas uma colher de café das sementes para cada
200ml de água, administrado uma a duas vzs dia, de preferência após
uma refeição em q se tenha ingerido sal.

Se vc está lendo, ajude a divulgar o uso da erva-doce como preventivo
do H1N1, ou mesmo como remédio a ser tomado imediatamente após os 1ºs sintomas de gripe, pois seu princípio ativo poderá bloquear a
reprodução do vírus e mesmo evitar seu maior contágio.

Porém, pouco ou nada adiantará utilizar a erva-doce após 36 horas do
possível contágio pelo H1N1, pois a erva ñ terá mais força substancial
p/bloquear a propagação do vírus no sistema respiratório.

Efeitos colaterais: pequena sonolência nas 2 primeiras horas - evitar
dirigir e/ou operar máquinas.

Obs:
- O uso da erva-doce é alternativo e poderá ser até eficaz, mas ñ
substitui a assistência médica necessária;

- Donald Runsfield compra 90% da produção mundial do anis estrelado da China, desde 1997, quando surgiram os primeiros casos de gripe aviária
H5N1 (uma das variáveis do H1N1)... seria por acaso???

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Pesquisa mostra que não é preciso jejum para exames de colesterol

Universidade de Cambridge, na Inglaterra, concluiu que níveis de gordura encontrados no exame de sangue independem da dieta do dia anterior.
O engenheiro Carlos Humberto André teve infarto há dez anos. Para controlar as taxas de colesterol, faz exames periódicos. A situação é sempre a mesma: “Fica aquela fila, aquele monte de gente em jejum para fazer exame”.

Ficar sem comer por 12 horas pode ser um desconforto mas é uma exigência dos laboratórios. Porém, um estudo recém-publicado pelo jornal da Associação Médica Americana contesta essa regra.

O resultado da pesquisa reforça suspeitas da classe médica no Brasil - de que os níveis de gordura encontrados no exame de sangue independem da dieta do paciente no dia anterior. A tendência, segundo especialistas, é de que o fim do jejum para testes de colesterol vire rotina.

O cardiologista Luis Carlos Bodanesi diz que a descoberta vai simplificar a vida dos pacientes: “O que demonstra que a gordura é um pouco mais estável no sangue na hora do exame, reflete praticamente a sua gordura sanguínea em dias anteriores. Isso certamente vai facilitar a estratégia de avaliação do paciente e tirar um pouco do estigma de ter que se manter por 12, 14 horas de jejum”.

A novidade agradou quem precisa cuidar do nível de gordura no sangue.

“Vai facilitar a vida de todo mundo que faz esse tipo de exame. O jejum realmente é um desconforto”, comemora Carlos Humberto André.

Isso não vale para todos os exames. Testes para medir a glicemia, por exemplo, precisam de jejum porque a taxa varia muito de acordo com a quantidade de açúcar no sangue.